Back to fight
Com o fim da faculdade, consegui novamente um pouco de tempo disponível pra voltar a praticar alguma arte marcial.
Fim da faculdade
Depois de 6 longos e cansativos semestres, finalmente consegui concluir a faculdade. Os últimos 2 semestres foram extremamente exaustivos por conta do trabalho de graduação que demandou muito tempo na parte escrita, e por uma nova etapa que agora é obrigatória nos cursos: a Curricularização. Que basicamente consiste em pegar 30% da carga horária do curso (aproximadamente 280 horas), que devem ser convertidas em algum tipo de trabalho social, ou algo do tipo. Essa atividade, EM TEORIA, deveria ser feita ao decorrer do curso todo (os 6 semestres), porém a notícia chegou pra nossa turma no meio do último semestre, então tivemos aproximadamente 3 meses pra fazer um trabalho que deveria ser feito em 3 anos. :)
“Ah, mas e daí, o que tem a ver tudo isso com luta?”
Nada! Essa foi só uma pequena explicação pra dizer que devido a todo esse tempo dedicado à faculdade que eu não estava conseguindo voltar ao esporte. Porém, agora com mais tempo livre, fui convidado pelo meu brother Márcio (sim, o dale Márcio), a fazer uma aula experimental de Jiu Jitsu. Então fui lá na academia e fazer uma aula experimental e já logo me matriculei na sequência, pq sou desses mesmo.
Jiu Jitsu
Sempre fui apaixonado por artes marciais, e uma das minhas vontades com relação a isso era conhecer o Jiu Jitsu, então além de agora poder ter a oportunidade de praticar. Também fiz uma busca mais aprofundada sobre o que chamam de ‘Arte suave’
Jujutsu(em japonês: 柔術, jūjutsu), (transl. jū, “suavidade”, “brandura”, “flexibilidade” e jutsu, “arte”, “técnica”), mais conhecido na sua forma ocidental romanizada Jiu-jitsu, ju-jitsu, é uma arte marcial japonesa (Bujutsu), e também um esporte de combate, que utiliza técnicas de percussão (Atemi-waza) golpes de projeções (Nage-waza), torções (Kansetsu-waza) e pressões para derrubar e dominar um oponente. Sua origem, como sucede com quase todas as artes marciais antigas, não pode ser apontada com total certeza, o que se sabe por certo é que seu principal ambiente de desenvolvimento e refino foi nas escolas de samurais, a casta guerreira do Japão. Contudo, outros levantam a hipótese de ter origem chinesa através do Shuai Jiao.
A finalidade e o corolário de sua criação residem na constatação de que, no campo de batalha ou durante qualquer enfrentamento, um samurai poderia acabar sem suas espadas ou lanças, daí que ele precisava de um método de defesa desarmada. Nesta cércea, os golpes paulatinamente tenderam para projeções (nage waza) e luxações e torções (kansetsu waza), haja vista que os golpes traumáticos não se mostravam eficazes, pois, no ambiente de luta, os samurais encaminhavam-se às batalhas usando de armaduras. O guerreiro feudal japonês deveria estudar inúmeras modalidades de combate, porquanto deveria estar preparado para quaisquer circunstâncias, sendo obrigado a defender não somente sua vida mas a de seu líder, um daimiô.
O romaji jūjutsu advém dos kanji jū (柔), que quer dizer suave, macio, flexível, adaptável, e jutsu (術), técnica, arte ou ofício. Considerando um contexto marcial, o suave é impróprio a atividade, portanto poderia se considerar o flexível implicando dizer que a arte permite ao usuário se adaptar a qualquer situação com oponente armado ou não. O “suave” deseja evidenciar a superioridade da técnica sobre a força, onde movimentos precisos e rápidos sobrepujam qualquer força muscular e a rigidez que o excesso desta imprime ao corpo. A despeito de ser reconhecida como utilizadora de técnicas de agarramento, o seu repertório de golpes de controle (gyaku waza) e submissão (katame waza) incluem também golpes traumáticos (ate waza). O que vai dizer quais golpes serão estudados será a escola, ou linhagem, que se aprende.
É um postulado basilar desta arte marcial o emprego da própria força e, quando possível, da força do adversário, em alavancas, que possibilita a um lutador, mesmo com compleição física inferior à do oponente, conseguir vencer. No chão, com as técnicas de estrangulamento e pressão sobre articulações, é possível submeter o adversário fazendo-o desistir da luta (competitivamente), ou (em luta real) fazendo-o desmaiar ou torná-lo incapacitado com a quebra das articulações.
No Brasil, o termo “Jiu-Jitsu” é usado para se referir ao Jiu-jítsu brasileiro, forma desenvolvida a partir do Judô pelas Famílias Gracie e Fadda, e que foca no Ne waza (Luta de chão).
Já os termos Ju-jutsu e Ju-Jitsu são utilizados respectivamente, para designar as escolas não competitivas como Nagashima-Ryu e competitivas como: Hokuto-Ryu, e Seishin Higino Ryu. Em homenagem ao Mestre José Higino Alves Nunes, introdutor do Ju-Jitsu no Brasil, entre os anos de 1969 e 1975. Instituiu-se a data de seu nascimento 12 de Agosto, como dia Nacional do Ju-Jitsu. “12 de Agosto, dia Nacional do Ju-Jitsu” História
A denominação “jiu jitsu”, é o resultante de um duplo erro: um de tradução devido ao sistema fonético europeu VS sistema fonético Japonês que fez com que jū (柔) jutsu (術) se tornando Ju-Jitsu nos países europeus onde primeiramente migrou. O segundo erro é oriundo do conhecimento imperfeito da escrita Hiragana: a sílaba “Ju” não existe na sua forma pura em japonês, ela é a contração das sílabas “Ji” e “Yu”. A junção das duas sílabas formam o jū (柔) e não “Jiu”. O “Jiu” é a forma chinesa de pronúncia da mesma escrita e hoje usada para diferenciar o estilo de luta ocidental brasileira “Jiu-jitsu”.
Ju-Jutsu, no Japão, foi composto para designar técnicas de combate que envolvem a utilização de armas pequenas e técnicas desarmadas. Nesse contexto, o termo acabou por reunir grande variedade de estilos de combate, que se tinham desenvolvido até aquele momento.
A palavra Ju-Jutsu, historicamente tem seu primeiro registro escrito no século XIV, durante o período Sengoku quando o país vivia um violento período de guerra civil, por outro lado não se pode apontar em qual momento histórico esse processo se iniciou nem qual foi a semente, embora há relatos de lutas ou duelos desde 500 AEC. É aceito, contudo, o fato de que as culturas que entraram em contato intercambiavam elementos e dentro desses elementos estavam as disciplinas marciais. Assim, posto que não formalmente, existiu esse contubérnio porque havia a migração de pessoas, comerciantes, pescadores, agentes diplomáticos etc. Ou, ainda, durante os conflitos e encontros bélicos em que se envolveu o Japão, porque, depois dum embate, vencedores e vencidos, como consequência lógica, buscavam aprender e apropriar-se daqueles métodos eficazes no campo de batalha.
JJ no Brasil
Com o surgimento do judô, o mestre Kano buscou promover seu estilo, que no começo não era reputado como uma arte marcial autônoma. Em 1913, um dos destacados instrutores do centro Kodokan, Mitsuyo Maeda, também conhecido como «Conde Koma», foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país.
Em Belém, o Conde Koma teve entre seus alunos, Carlos Gracie e Luiz França. Carlos foi ensinado em virtude da afinidade entre seu pai, Gastão Gracie, e Maeda. Carlos, por sua vez, ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracies, adaptando-o com grande enfoque no ne waza — técnicas de solo — com o fito de compensar seu biótipo, pelo uso ostensivo do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que ele não dispunha. Numa entrevista, Hélio Gracie afirma que “Carlos lutava judô”, que “Não ’existe’ mais Jiu-Jítsu no Japão, e que os lutadores de Newaza japoneses que praticam MMA hoje em dia são essencialmente Judocas” e finalmente que “Criou o Jiu-Jítsu existente hoje”. É certo que o Jujutsu tradicional muito difere do praticado e criado por Hélio e Carlos no Brasil atualmente.
Luiz França, colega de turma de Carlos na escola de Maeda, foi responsável pelo nascimento de outro ramo do jiu-jitsu no país. Além de aprender judô/jiu-jitsu com o Conde Koma, inicialmente treinou com Soishiro Satake em Manaus, concluindo sua formação com Geo Omori, em São Paulo.França fixou-se no Rio de Janeiro, onde ensinou a arte para militares e moradores carentes do subúrbio carioca. Seu mais importante aluno foi Oswaldo Fadda, que posteriormente tornou-se mestre. Na zona Norte da cidade, Fadda desenvolveu uma escola de jiu-jitsu independente da família Gracie.
Primeiras impressões
Cheguei na academia e já fui muito bem recebido por todos. É um espaço bem receptivo e o pessoal se mostrou bem interessado em me ajudar, visto que eu não sabia NADA. A única parte que consegui fazer de primeira foi dar as cambalhotas uaehuheuaueh. Depois aprendi alguns movimentos, que de começo são até que difíceis, mas que são a base pra seguir melhorando no futuro. Sempre achei que seria impossível praticar Jiu, por ser magrelo frango e não ter força pra fazer os movimentos, mas depois desse primeiro treino, eu tive certeza disso euaheuahe (mentira, não é bem por aí). O pessoal foi me mostrando que realmente força não é o principal na hora de fazer algum movimento. Tudo é feito de forma pensada e estratégica, e com isso, é possível se defender, ou atacar o oponente.
À partir das próximas semanas vou dividir meus treinos entre academia e o Jiu, com a intenção se progredir nos dois. E deixo aí uma foto do primeiro treino. Em breve teremos mais! OSS